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Costumes da Tailândia

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Costumes são regras complicadas quando se viaja para outros países, pois podem conflitar com os próprios costumes do viajante, sendo difícil aceitá-los e até mesmo praticá-los.

A Tailândia é um desses países que diferem muito com os costumes do Brasil, mas nada muito difícil de aprender ou praticar.

Na cultura Tailandesa, os pés são considerados impuros e a pior parte do corpo humano. Portanto, é considerado uma ofensa apontar o pé para alguma estátua do Buda, para monges e para qualquer tailandês. Ainda, não se pode mostrar o solado do pé para imagens do Buda e/ou para outras pessoas, ou pegar/puxar algo com o pé. Assim, ao sentar em frente a algum altar, coloque os pés para o lado ou para trás, escondendo ou, no mínimo, tentando esconder o solado, como na foto abaixo.

Wat Pho, Bangkok, Tailândia

Se os pés são impuros, imagina os sapatos? Dessa forma, é costume e regra tailandesa tirar os sapatos para entrar nos lugares, principalmente os sagrados que contenham imagens do Buda. Essa regra não é tão forte em lugares muito frequentados por turistas (ex.: restaurantes, quarto do hotel), mas, na dúvida, é melhor entrar com os pés descalços, ou, no máximo, com meias. Talvez, por conta desse costume, é completamente aceitável usar chinelos de dedo no cotidiano, para facilitar a remoção ao adentrar nos recintos.

Foto 02

Local destinado a colocar os sapatos no Wat Rong Khun: O Templo Branco, Chiang Rai, Tailândia

Já a cabeça é a ligação com o divino e a sede da alma. Dessa forma, nunca afague ou nem mesmo toque algum tailandês, principalmente se for criança, na cabeça. Se isso acontecer, deve-se pedir desculpas educada e sinceramente.

Os templos na Tailândia são lugares sagrados e de respeito, obviamente. Portanto, em qualquer visita, deve-se vestir-se apropriadamente, com roupas que cubram os joelhos e os ombros. Não são permitidas roupas decotadas ou coladas no corpo. Essa regra é mais cobrada em grandes templos, mais turísticos, mas também deve ser observada em templos menos conhecidos, evitando o constrangimento, se não o do visitante, ao menos dos monges e frequentadores.

Roupas apropriadas para visitar as Ruínas do Wat Mahathat em Ayutthaya, Tailândia

As imagens do Buda devem ser respeitadas e veneradas, portanto, não é permitido tirar fotos em que o Buda fique abaixo das pessoas.

Cabeça do Buda nas Raízes da Árvore, Wat Mahathat, Ayutthaya, Tailândia. Como a imagem do Buda fica quase no chão, deve-se agachar ao posar para a foto

As mulheres não podem tocar ou ficar perto de monges e nem de seus pertences. Se alguma mulher quiser dar algo para um monge, deve ser em ocasiões ou em horários específicos para isso.

Ritual matinal dos monges para angariar comida, Bangkok, Tailândia. Uma das ocasiões em que mulheres podem ficar perto dos monges

Os tailandeses sentem-se ofendidos com demonstrações de afeto em público. Portanto, em locais públicos, no máximo, pegue na mão do(a) companheiro(a).

Deve-se comer, apertar as mãos ou pegar as coisas sempre com a mão direita, pois a esquerda é considerada impura, já que é usada para higiene íntima.

Na Tailândia come-se com colher e garfo, sendo que o último serve apenas para colocar a comida na colher, não indo à boca.

Arroz frito, com porco, legumes e abacaxi, servido no próprio abacaxi, com colher e garfo

Sempre acene/chame um tailandês com a palma da mão virada pra baixo, pois, com a palma da mão virada para cima é um sinal de ofensa, como se estivesse “chamando para briga”.

Contrariamente, juntar as mãos em posição de “prece” ou “oração” e levar os dedões à boca inclinando levemente a cabeça para baixo é um sinal de extrema polidez, quase um orgulho nacional. Esse movimento é chamado de Wai e é muito respeitado pelos locais. É possível utilizá-lo em quase qualquer situação: para pedir por favor, dizer obrigado, olá e tchau, por exemplo. Quanto mais elevado e inclinado o gesto, mais respeitoso e vice-versa.

Esses são alguns dos costumes enraizados na cultura tailandesa e, por mais que uns conflitem com os de outras nações, todo turista deve sempre ter em mente que é um visitante no país e, mesmo que as tradições sejam difíceis de aceitar ou compreender, devem ser, no mínimo, tratadas com o devido respeito.


Fotos: Imagem destacada: Mike Behnken; Demais: Arquivo pessoal.


Colaboração originalmente postada no blog Wanderluster, em 04/02/2015.


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Autor: Wanessa

advogada, 30 anos, apaixonada por viajar, com, no momento, 22 países guardados na memória e no coração.

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