Backpacking Two

História de Imigração: Bolívia (por terra, vindo do Peru)

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Voltando para o Brasil, em janeiro de 2014, um dos trajetos de ônibus que fizemos foi Cusco (Peru) – La Paz (Bolívia). Ao chegarmos na fronteira por terra entre o Peru e a Bolívia, descemos do ônibus e atravessamos a pé as fronteiras, enquanto o ônibus dirigiu-se para nos esperar em território boliviano.

Devido ao acordo de livre circulação entre os países do MERCOSUL, as passagens pelas imigrações foram bem tranquilas: apenas preenchemos o cartão de partida do Peru, entregando na imigração do referido país, e o cartão de entrada da Bolívia, também entregando na imigração do referido país, saindo e entrando com os devidos carimbos dos países no passaporte (não é preciso passaporte para viajar pelos países do MERCOSUL, apenas carteira de identidade com foto recente – últimos 10 anos. Contudo, viajar com o passaporte economiza bastante tempo, pois não é preciso preencher formulários extras).

Após passarmos pela imigração da Bolívia, caminhávamos em direção ao ônibus quando alguns policiais da Bolívia nos abordaram (eu, o Breno e mais 4 brasileiros) e nos levaram para o que parecia ser uma delegacia. Já havia lido que às vezes rolava propina na fronteira por terra entre o Peru e a Bolívia e tive certeza que iria acontecer conosco…

Na delegacia pegaram nossos passaportes e nos levaram para salinhas separadas. Meu coração estava na boca, mas tentei não passar qualquer impressão de medo ou receio. Eram 3 policiais na sala e começaram a me fazer algumas perguntas: de onde eu era, de onde estava vindo, há quanto tempo estava viajando, se já estava voltando e o que eu fazia no Brasil. Quando disse que era advogada percebi que o tom mudou. Nessa hora, abriram meu passaporte e a carteirinha da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, estava lá. Tiveram certeza que eu falava a verdade. Me perguntaram como foi a viagem, se eu tinha gostado dos lugares, se fui bem tratada e, no final, disseram que era só uma inspeção de praxe para averiguação de irregularidades, nada demais, me entregaram o passaporte e me liberaram sorridentes. Hora nenhuma falaram de dinheiro.

Saí da sala e fiquei esperando, em torno de uns 10 minutos, o Breno sair. Com ele foi diferente. Além das perguntas que me fizeram, perguntaram se ele tinha drogas ou dinheiro e o revistaram. Após verem que ele não tinha nada, o liberaram. Sorte que o pouco dinheiro que sobrou estava comigo, senão, pode ser que teríamos ficado sem nenhum centavo.

Com os outros brasileiros eu não sei o que aconteceu, pois não os encontrei novamente, mas os vi de longe embarcando em outro ônibus. Menos mal, né?!

Isso foi no início de 2014 e espero que hoje em dia tal prática não aconteça mais.

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Autor: Wanessa

advogada, 30 anos, apaixonada por viajar, com, no momento, 22 países guardados na memória e no coração.

2 pensamentos sobre “História de Imigração: Bolívia (por terra, vindo do Peru)

  1. No mesmo período, enfrentei algo parecido na rodoviária de Santa Cruz de La Sierra, já na viagem de retorno para o Brasil. Comigo, os guardas, alegraram que muitos brasileiros estavam roubando imagens e itens das igrejas bolivianas e por isso, a revista, mas como eu não tinha roubando nada rsrsrs, me furtaram cerca de USD 60. A única parte chata de uma viagem maravilhosa.

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